A experiência da oficina de escrita terapêutica com Rosangêla Bicalho

Há quase 3 meses parti para uma jornada de oficinas de escrita terapêutica, com Rosangela Bicalho (@rosangelabtr). Os encontros semanais com 1 hora e meia de duração me ensinava a abrir o portal para um outro mundo, o interno. Mesmo a geografia mais conhecida ganhava um novo contorno de sensações e descobertas. Sem medo ou expectativa me permiti atravessar essa porta e caminhar por esse jardim secreto.

Os módulos temáticos, paisagem interior, a voz interior e a bagagem do viajante, me ajudaram a sentir o meu mundo invisível, este que por muitas vezes, eu insisto em querer vê-lo com os olhos do racional.

Rosangela desenhou as oficinas na abordagem da Gestalt, dos fundamentos de Claudio Naranjo dos três amores e de outros elementos norteadores que compõem o seu repertório e visão de mundo.

A cada encontro integrei descobertas e aprofundei nas experiências da escrita. Ora fui uma costureira que junta os pedaços de tecidos e alinhava para costurá-los. Ora fui uma borboleta dançarina que se entrega à paisagem sonora e ao movimento do jardim transmutando seu corpo e para bater as asas.

Em casa

Ficar mais tempo em casa tem sido uma imersão de autoconhecimento e busca para manter-se em equilíbrio.

No começo da quarentena, fiquei muito deprimida e não conseguia manter a minha vida produtiva. A medida que fui buscando estratégias terapêuticas para sair da ansiedade e fui me alimentando de práticas que promoviam o meu equilíbrio e consequentemente a vida produtiva.

Aos poucos, sem dualidade, encontro o significado no fazer, no estar aqui e agora.

Construção de prática da meditação das rosas

Tive os primeiros contatos com a prática de meditação no esporte, quando fiz Karatê. Isso há muitos anos. Mas infelizmente, não construí a prática cotidiana e isso se perdeu. Depois, fiz 8 semanas de Mindfulness presencialmente e por aplicativo. Ambos abordagens me deram ferramentas para desenvolver a atenção plena.

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A busca pela consistência

Em julho eu escolhi trabalhar a consistência. Desenvolver a capacidade de manter a continuidade de iniciativas. Em outros tempos, eu diria: quero consolidar as práticas que estão em construção, terminar leituras , resolver as pendências, finalizar os projetos, voltar a escrever no blog, implementar os grupos temáticos, ter mais tempo livre entre tantas outras coisas. Mas no dia a dia, o acúmulo de tarefas e as novas demandas que chegavam, sem o tempo confortável de respiro.

Diante disso, eu acabava na camada superficial da execução, do operacional. Sem deixar muito espaço para perguntar: como eu me sinto neste lugar?

A purificação

Para mim, a purificação é um conjunto de práticas de limpeza que renovam a energia e favorece a vida criativa. O primeiro passo para sair do plano da sobrevivência e ter campo de visão é limpar o que já não faz mais sentido. Parece óbvio, mas entre a consciência e a prática existe um tempo, um fuso horário.

Como uma árvore no inverno, que para manter a energia deixa ir as folhas velhas.

No Maha Lilah, um jogo de tabuleiro védico, conhecido como um modelo de despertar da consciência. A casa 10, da purificação é a primeira casa da segunda linha, do plano criatividade, alinhado ao segundo chakra, conhecido como sacral, da criatividade, da sexualidade, ou seja da criação. É neste estado de consciência, que se dá a chave de virada para mudanças. Isto é, as práticas de purificação/limpeza te fazem vibrar em outra energia, elevando para a casa do poder pessoal. Plano alinhado ao terceiro chakra, plexo solar. E, será sobre essa etapa que praticarei este mês.

Síntese de junho 2020

Junho é virada de semestre e nos faz repensar os planos. Em tempos de incerteza, eu confesso que não consigo fazer muitos planos. Prefiro buscar mais clareza, aprofundamento e equilíbrio emocional para esse período. 

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Exerça sua arte, vá em frente!

Desde sempre eu quis tornar a escrita um hábito. De alguma forma, a escrita esteve e está presente nos registros diários, nos cadernos de poesia, nas cartas e nos blogs. Há muitos anos tenho blog, os primeiros foram no início dos anos 2000. Utilizar essa ferramenta me ajudou a olhar para dentro e olhar para fora. Além de desenvolver habilidades, me conectou com pessoas e me aproximou das coisas que gosto e quero dar atenção. Entretanto, esses últimos anos me mostraram algo que tenho falhado vergonhosamente – a consistência.

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Aqui, ali, em qualquer lugar

Cá estou eu de volta. Tirando a poeira e ocupando o meu lugar. Fiquei um bom tempo sumida e o blog ficou sem atualização por quase 9 meses, uma gestação de silêncio, autoconhecimento, experiências, novas descobertas e práticas incorporadas.

No último post, Setembro prometeu ampliar a consciência. Foi exatamente o que aconteceu. Nos bastidores eu fiz cursos, participei de vivências, me envolvi em novos projetos, descobri novas técnicas. Infelizmente, não compartilhei por aqui e não postei a programação de posts planejada.

Neste momento presente, eu posto em quarentena na pandemia que parou o mundo. Como diz a música da Rita Lee:

No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída…

Setembro, expansão da consciência

Em janeiro quando sinalizei a meta de 2019 – aumentar o meu repertório de recursos para ampliar a consciência. Não imaginava como isso seria materializado. Ou talvez, pensei que fosse por outro caminho.

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Síntese do mês | Agosto 2019

Ao final de cada mês publico uma síntese para sumarizar alguns movimentos realizados e visualizar o que quero trazer para os próximos meses.

Agosto se apresentou para mim como um tempo de conexão com a essência . Comecei um projeto em parceria com uma amiga psicologa clínica, terapeuta comunitária e consteladora sistêmica. Já comentei algumas vezes aqui, gosto muito das práticas integrativas complementares e quero aprofundar. Neste sentido, organizamos um encontro com vivencias de exercícios sistêmicos com resultado bastante positivo.

Minha rotina mudou em meados de agosto e eu ainda estou me adaptando com os novos horários, fluxos e demandas.

Colaborei em uma revisão rápida e o próximo passo será prepará-la para uma revista.

Conheci um lugar super charmoso no centro do Rio.

Como sempre publiquei menos do que gostaria. Manter este espaço atualizado é um desafio para mim. Em especial por conta das atividades que estou envolvida.

O que tivemos por aqui

No tema escrita eu trouxe uma pesquisa utilizando a escrita como autocuidado e um artigo sobre jornalismo literário. No journal club tivemos sugestão de dois periódicos científicos o Acta Amazônica e o Research Synthesis Methods além dos artigos instrumentos de avaliação do letramento em saúde: revisão de literatura e da síndrome do impostor. Também destaquei o uso do resumo gráfico em periódicos científicos e as boas práticas de triagem em resumos em revisão sistemática.

Em fontes de informação trouxe um repositório de estudos e periódicos de estudos de gênero e feministas. Como boas práticas eu trouxe o Peerdiocals, uma plataforma online para criar revistas secundárias e por fim, em diário de bordo estar na vida, como uma aventura de bicicleta

Muito obrigada, agosto 🙂 nos vemos em setembro 😉

Conexão com a essência

Agosto será uma virada para mim. O último mês do meu ciclo anual, faço aniversário em setembro. Portanto, eu considero um período de renovação, de conexão com a essência. Nesse sentido, coloquei muitos projetos para incubar e fiquei somente com o essencial. Minha saúde pede isso neste momento. E, eu digo sim. Posso e quero fazer muitas coisas, mas não ao mesmo tempo. Preciso de respiro, de silêncio, de tempo para processar e acessar a energia vital para estar a serviço da vida.

Nesse mês, eu trago como linha de condução editorial, o tema conexão. Considero um elemento crítico, que quando falta tira o chão e faz perder todo o sentido, desde um grande projeto a coisas simples, que antes dava prazer.

O fato é que estar conectado com si mesmo, com os outros, com o fazer criativo, com a cultura a qual está inserido configura uma fotografia que identifica quem você é. Desenha um retrato do seu ecossistema e faz sentir parte do todo, dá pertencimento. Este também um elemento crítico que conecta com o fluxo da vida. E isso, faz tudo fluir e ficar mais leve.

Talvez você esteja buscando nos galhos o que só encontramos nas raízes. (Rumi)

Deixar a experiência ser como é

Quando adotei o meu primeiro gato, eu queria colocar o nome de Bourdieu, inspirada no sociólogo francês. Na época, eu estava fazendo um curso chamado Estado, Poder e Política, que exigia leitura de autores que eu tinha pouco contato anteriormente.

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