Combustível para a vida

Ontem uma etapa chegou ao fim. Independente de seu resultado, eu paro e penso no novo presente que agora se apresenta.

Nos últimos meses, a minha vida parou para viver os desafios do doutorado (ainda não terminei). Vi o quanto a minha energia, tempo, dinheiro, sanidade e força de vida foram consumidos por esse processo.

De fato, estamos em tempos difíceis e o cenário não é dos melhores para a saúde, educação e ciência. Entretanto, todo esse desgaste me fez ver que preciso de outros combustíveis para a vida.

Ver não é o mesmo que olhar. O conhecimento muda o que vemos tanto quanto o ver muda o que conhecemos. (Kevin Ashton)

Retomo a minha meta de 2019, melhorar a qualidade de vida ampliando as práticas de consciência. O interesse por tais práticas não é recente e a medida que envelhecemos ele aumenta. Em outro post, Catch-22, arte do dilema eu havia falado sobre as mudanças e indicado esses estudos

Em uma revisão da literatura sobre sabedoria em inglês, Defining and Assessing Wisdom: A Review of the Literature, pesquisadores identificaram que a definição de sabedoria apresentava os seguintes componentes: tomada de decisão, atitudes pró-sociais, auto- reflexão, reconhecimento de incerteza, homeostase emocional, tolerância e abertura.  Em outro artigo, Consenso de especialistas sobre características da sabedoria: um estudo do método Dephi, em inglês  Expert Consensus on Characteristics of Wisdom: A Delphi Method Study sugere que a sabedoria possa ser cultivada e apresenta um conjunto de elementos que compõe a sabedoria.

Que a sabedoria seja o grande combustível para a vida.

Juliana Reis

Enfermeira, especialista em informação científica, mestre em saúde materno infantil. Tem interesse em Práticas Integrativas, Saberes Tradicionais, Ciência e Arte, visualização de dados, gamificação, translação do conhecimento, ciência de implementação.

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